Análise do comportamento e preconceito racial: Possibilidades de interpretação e desafios

Táhcita Medrado Mizael, Júlio César de Rose

Resumen


Tem sido apontado que, apesar do aparente poder da análise do comportamento como uma ferramenta que pode auxiliar na diminuição de diversos problemas sociais, os analistas do comportamento não têm se voltado com afinco para tais áreas. O presente trabalho buscou relacionar pesquisas experimentais com reflexões teóricas de modo a sistematizar a contribuição da análise do comportamento para a abordagem do preconceito racial. A concepção de atitudes como comportamento verbal, as contribuições do paradigma de equivalência de estímulos e da Teoria das Molduras Relacionais (RFT) para o estudo do preconceito racial foram analisados, assim como modelos experimentais para os estereótipos sociais e para a estigmatização e categorização social. As análises mostraram que, embora poucas pesquisas analisem experimentalmente o preconceito racial a partir dos paradigmas e modelos existentes na análise do comportamento, o aparato teórico desta disciplina tem contribuição relevante para a análise do fenômeno. Sugere-se a articulação com o amplo corpo de conhecimentos advindo de outras áreas, especialmente da psicologia social, que tem trabalhado com o tema desde longa data, para auxiliar na construção de experimentos, assim como de modelos explicativos para a formação, manutenção e, principalmente, redução do preconceito racial.

Palabras clave


preconceito racial, racismo, paradigma de equivalência de estímulos, teoria das molduras relacionais, RFT, análise do comportamento

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