PRODUÇÃO DE GESSO NO ARARIPE PERNAMBUCANO: IMPACTOS AMBIENTAIS E PERSPECTIVAS FUTURAS

João Paulo de Oliveira Santos, Soraya Giovanetti El-Deir

Resumen


O estado de Pernambuco é responsável pela produção de 97 % do gesso consumido no Brasil. Isso se deve em grande parte a qualidade do seu minério de gipsita, que alcança um altíssimo grau de pureza. As reservas pernambucanas de gipsita se concentram na região do Araripe, compondo o Polo Gesseiro do Araripe, importante arranjo produtivo a nível nacional. Embora essa atividade represente uma importante fonte de recursos para a região que está inserida, é também responsável pela geração direta e indireta de uma série de impactos ambientais. A principal fonte energética utilizada no processo de beneficiamento do minério é a lenha, na maioria das vezes proveniente de espécies nativas da Caatinga. Essa retirada massiva de lenha tem colocado a região sob uma severa pressão antrópica que, consequentemente, vem gerando alterações nas estruturas físicas e biológicas do ambiente. Soma-se a esse cenário a expressiva liberação de particulados na atmosfera, comprometendo a qualidade do ar e trazendo recorrentes problemas de saúde a população local. Dessa forma a busca por uma nova matriz energética se faz necessária, atrelando-se também a estratégias de produção mais limpa. Panorama que para ser implantado depende de uma série de atores, tanto na esfera pública como privada.


Palabras clave


gipsita; matriz energética; produção limpa

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DOI: http://dx.doi.org/10.22201/iingen.0718378xe.2019.12.3.62953