ULTRAFILTRAÇÃO NO PÓS-TRATAMENTO DE EFLUENTE DE LAGOA FACULTATIVA: CONDIÇÕES OPERACIONAIS E QUALIDADE DO PERMEADO

Camila de Almeida Porto, Elda Karoline Videres Ferraz, Elisângela Maria Rodrigues Rocha, Gilson Barbosa Athayde Junior

Resumen


Os processos de separação por membrana vêm sendo aplicados em efluentes secundários para viabilizar o reúso em diversas modalidades. O presente trabalho avaliou o desempenho de um sistema piloto de ultrafiltração no pós-tratamento de efluente de lagoa facultativa da Estação de Tratamento de Esgotos de Mangabeira, em João Pessoa/PB. O sistema piloto foi avaliado sob duas perspectivas: operacional com testes sob diferentes condições e a avaliação do permeado com a caracterização físico-química e biológica das amostras de esgoto bruto, efluente de alimentação, permeado e retrolavagem. A partir da avaliação operacional, constatou-se a estabilidade do sistema em fluxos relativamente baixos (27.5 e 37.5 L. m-2. h-1), limitados pelas características do efluente de alimentação (elevada fração orgânica e presença de microalgas) e pelas condições operacionais (filtração perpendicular e pré-tratamentos inadequados). O permeado apresentou baixa concentração de matéria orgânica (média de 5 mg O2. L-1 de DBO5,20 e 26 mg O2. L-1 de DQO) e ausência de coliformes termotolerantes, enquadrando-se em diversos padrões de reúso. Por fim, além de reutilizar a água, o concentrado de retrolavagem, rico em algas, tem potencial para gerar biocombustível.


Palabras clave


água de reúso; biomassa algal; membranas filtrantes; lagoa de estabilização

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DOI: http://dx.doi.org/10.22201/iingen.0718378xe.2022.15.1.77927