ESTUDO DA DEGRADAÇÃO DO PARAQUAT EM REGIME DE BATELADA AGITADA INOCULADOS COM Phanerochaete chrysosporium COM ADIÇÃO DE GLICOSE OU SACAROSE

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Victória Maura Silva Bermúdez
Letícia Bezerra Farias
Germana Maria Marinho
Kelly de Araújo Rodrigues Pessoa
Glória Maria Marinho Silva

Resumen

A busca por melhoria da qualidade dos alimentos e aumentar a produção da colheita vem aumentando o uso de pesticidas. Decorrente dessa ação, estes tem acarretado problemas ambientais quando atingem os sistemas aquáticos. A biorremediação utilizando micro-organismos para a remoção desses compostos do meio ambiente é uma alternativa viável. O fungo Phanerochaete chrysosporium foi o micro-organismo utilizado, com a adição de sacarose e glicose, para a degradação do herbicida paraquat (30 mg/L) em reatores em regime de bateladas agitada. Os reatores foram monitorados por meio das análises: concentração de paraquat e de açúcar redutor. A partir dos valores obtidos pela redução do pesticida, foram realizadas as cinéticas das mesmas, ajustadas com uma equação de primeira ordem. O reator que obteve a melhor remoção de paraquat foi o com adição de 3.0 g/L de sacarose (49.0%), com consumo de 11.0% de sacarose e uma constante de velocidade de degradação do poluente no valor de 0.024 h 1. Com relação ao teste de toxicidade com Allium cepa, a toxicidade das soluções com paraquat diminuiu após o tratamento com Phanerochaete chrysosporium. A verificação de contaminação demonstrou que a presença dos fungos foi predominante em relação às bactérias. Portanto, este estudo indica a possibilidade de utilização do Phanerochaete chrysosporium na degradação do paraquat.

 

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Cómo citar
Silva Bermúdez, V. M., Bezerra Farias, L., Marinho, G. M., de Araújo Rodrigues Pessoa, K., & Marinho Silva, G. M. (2019). ESTUDO DA DEGRADAÇÃO DO PARAQUAT EM REGIME DE BATELADA AGITADA INOCULADOS COM Phanerochaete chrysosporium COM ADIÇÃO DE GLICOSE OU SACAROSE. Revista AIDIS De Ingeniería Y Ciencias Ambientales. Investigación, Desarrollo Y práctica, 12(3), 432–452. https://doi.org/10.22201/iingen.0718378xe.2019.12.3.63291
Biografía del autor/a

Victória Maura Silva Bermúdez

Atualmente, é mestranda em Tecnologia e Gestão Ambiental - IFCE Campus Fortaleza, na linha de pesquisa de tratamento e reúso de efluentes e resíduos, com ênsafe no tratamento biológico aeróbio de efluentes contaminados com pesticidas. Foi bolsista DTI-C CNPQ com o projeto de biorrefinarias de microalgas cultivadas no efluente de reatores tipo UASB usando resíduos pré-tratados do processamento de Tilápias crescidas nos açudes públicos do Nordeste, pra fins de produção de proteínas, bioprodutos e biocombustíveis, com reuso de águas. Tem experiência na área de Engenharia Química e de Biotecnologia, com ênfase em Processos Industriais Orgânicos de óleos vegetais e animais, na produção e separação de ácidos graxos saturados e insaturados (EPA, DHA). Foi monitora da disciplina de química inogânica e bolsista de informática aplicada. Realizou todo o ensino médio em Valência - Espanha, no colégio IES Rasnaya Antonio Cañuelo (2006-2009). 

Letícia Bezerra Farias, IFCE

graduanda em gestão ambiental no IFCE

Germana Maria Marinho, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE)

Professora Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), Campus Maracanaú, Brasil

Kelly de Araújo Rodrigues Pessoa, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE)

Professora Dra. do  Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), Campus Fortaleza, Brasil

Glória Maria Marinho Silva, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE)

Assessora do Núcleo estruturante da Política de Inovação da Diretoria de Políticas e Regulação de Educação Profissional e Tecnológica - DPR/SETEC/MEC. Professora titular e pesquisadora do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Ceará, Professora do Mestrado em Tecnologia e Gestão Ambiental do IFCE e do mestrado EM PROPRIEDADE INTELECTUAL E TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA PARA INOVAÇÃO - PROFNIT/IFCE. Possui graduação em Farmácia-bioquímica pela Universidade Federal do Ceará (1990), Mestrado em Engenharia Civil (Saneamento Ambiental) pela Universidade Federal do Ceará (2001) e Doutorado em Hidráulica e Saneamento pela Escola de Engenharia de São Carlos/USP (2005), Pós-doutorado pela Universidade do Minho -PT (out/2014 - mar/2016). Coordenadora Institucional PIBIC e PIBITI/CNPq/IFCE 2008-2012; Coordenadora do Programa Ciência sem Fronteiras CNPq/IFCE- 2012; Bolsista de Produtividade em Pesquisa do PROAPP/IFCE de 2006 a 2010, Avaliadora de cursos superiores do INEP/MEC, Avaliadora SAE/SETEC/MEC; Bolsista de produtividade do CNPq nível 2 de 2013 a 2016. Consultora "ad hoc" do CNPq e da CAPES.Tem experiência na área de tratamento de águas residuárias, microbiologia ambiental, saúde ambiental, saneamento e qualidade de água e metodologia científica. Consultora "ad hoc" do CNPq e CAPES. (Texto informado pelo autor)